V - O poeta e a realidade (o desistente)

Vou tentar a desistência

vou sentar aqui

ficar sem ir

e esperar por mim que vem atrás


os frutos caem

os carros correm

o poeta morre

o mundo marcha para sua manhã

e a sinfonia não pára


-sendo fatalidade, fico aqui-

se em tudo existe a própria máquina

pouco acrescenta ir ou não ir


gritam

pulam

ficam eufóricos

aaaaaaaaaaaaaaaanunca práticos

aaaaaaaaaaaaaaaatodos teóricos

abrem camisa arrancam gravata

dizem senões

perdem botões

e permanecem homens

. . . . . . . . . filhos da hora

aaaaaaaaairmãos do momento


eu vou parar

que venha a noite


se vier com luz

amém


se vier escura

aaaaaaaaaaaamém


se vier mulher

bem, muito bem.


aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaCapinam
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa26 poetas hoje

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