e quando enfim a pergunta


aaaaaaaO mar?
atravessou de voz as
muitas ondas
dolentes na costa

Quando enfim o eco
das palavras se
fez em tubarões
sujos e peixes elétricos

Os olhos semi-cerrados
percorrendo a cobertura
salgada da espuma
das correntes dormentes
no fundo. Quando do
instante
a água
se esvai em peixes sujos
e tubarões famintos

(a quilha corta, de
fato, o som contínuo
das marés atlânticas)

Os grandes tubarões
brancos se dão de
conter em seus corpos
o silêncio monótono
dos botes salva-vidas

a linha do horizonte
escrita sem cuidado
a carne, o sal, a sorte



aaaaaaaaaaaaaaaaagabriel sd

Nenhum comentário:

Postar um comentário